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Papa no Brasil | Desfile em carro aberto no RJ e bomba caseira em Aparecida


 O papa Francisco chegou na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, para sua primeira visita ao Brasil por volta das 16h05 desta segunda-feira (22). Ele participará, a partir desta terça-feira (23), da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A Polícia Federal confirmou ter encontrado uma bomba caseira num banheiro do Santuário Nacional de Aparecida.


Durante o trajeto do aeroporto até o Palácio da Guanabara, a comitiva errou o percurso e pegou uma rua lateral onde estavam estacionados vários ônibus. Os seguranças não tiveram como evitar o contato de populares e o papa ficou exposto ao público, com o vidro do carro abaixado.

Francisco chegou à capital fluminense pouco antes das 16h, desembarcando na Base Aérea do Galeão, onde foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, o governador Sérgio Cabral Filho, o prefeito Eduardo Paes e outras autoridades, além do arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, do cardeal dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do presidente do Pontifício Conselho para Leigos, cardeal Stanislaw Rylko. Esta é a primeira visita oficial do sumo pontífice ao Brasil desde que foi eleito, em março passado.

Ao desembarcar, Francisco beijou duas crianças na testa que lhe recepcionaram com flores. Acompanhado da presidenta, o papa cumprimentou todas as autoridades presidentes, inclusive do Clero. Em seguida, Dilma e Francisco conversaram descontraidamente e cumprimentou pessoas que o aguardavam na Base Aérea do Galeão.

Um coral de 180 pessoas, entre crianças e adultos, cantou para o papa na Base Aérea do Rio de Janeiro. O grupo, das igrejas Nossa Senhora da Paz, Nossa Senhora de Copacabana e Nossa Senhora do Desterro, fez uma apresentação para o pontífice. Eles cantaram o Hino da Jornada Mundial da Juventude, Cidade Maravilhosa e outros cânticos religiosos.

O papa Francisco participou da cerimônia de boas-vindas, no Palácio Guanabara. Ao lado da presidenta Dilma Rousseff, ele ouviu os hinos do Vaticano e do Brasil. "Cristo bota fé na juventude", disse num discurso em português.

O papa Francisco afirmou que os filhos, como diz um ditado brasileiro, são as pupilas dos olhos dos pais.



Bomba caseira


Uma bomba caseira foi encontrada nesse domingo (21) no Santuário Nacional de Aparecida, onde o papa Francisco irá celebrar uma missa amanhã (24). O Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo foi chamado e detonou o artefato. Segundo a Polícia Militar (PM), "em nenhum momento, a vida de civis foi colocada em risco".

Em nota, a PM diz que se tratava de um cano aparentemente plástico, envolto em fita adesiva, "um artefato caseiro e de baixo potencial lesivo". O objeto foi encontrado ontem por volta das 11h30 durante um exercício simulado pelas forças de segurança no santuário. A bomba caseira estava no banheiro de um estacionamento.

A nota acrescenta que "episódios semelhantes faziam parte do treinamento das forças de segurança mobilizadas em Aparecida". O papa Francisco já está no Rio de Janeiro, em sua primeira visita ao Brasil. Ele participará, a partir de amanhã, da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Na quarta-feira, o papa deixará o Rio de helicóptero e irá até Aparecida (SP), onde deve chegar às 9h30, para celebrar uma missa e abençoar os fiéis. A visita deve atrair entre 150 mil e 200 mil pessoas.

Em todos os eventos com o papa, são esperadas mais de 1,5 milhão de pessoas. Mais de 20 mil agentes e militares vão trabalhar na defesa e na segurança pública, durante a JMJ, sendo 40 homens da Polícia Federal, que acompanharão o papa em todos os compromissos no Brasil.


 
O papa chegou à sede do governo fluminense, depois de desfilar de papamóvel pelas ruas do centro do Rio, onde recebeu o aceno de milhares de pessoas. Após o desfile, Francisco seguiu para o 3º Comando Aéreo, onde embarcou em um helicóptero até o campo do Fluminense, que fica ao lado do Palácio Guanabara.

Por medida de segurança, foi aberta uma passagem lateral do clube para o palácio. Na sede do governo, o papa foi recebido pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. Ainda no palácio, Francisco se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff.

Quando desfilava a bordo do papamóvel no centro do Rio, milhares de pessoas em frente ao Theatro Municipal, na Cinelândia, aguardavam a passagem de Francsico. Fiéis de várias partes do país e peregrinos de várias nacionalidades se aglomeravam ao longo da Avenida Rio Branco para assistir à passagem do papa.

Na esquina com a rua Evaristo da Veiga, Solange Cavalcante de Avellar, de 59 anos de idade, que sofre de câncer pedia há dias aos parentes para que a levassem para ver o papa. Ela estava em uma cadeira de rodas e com tubo de oxigênio no nariz. "Tenho muita fé. Vim receber a bênção do papa e quero ser curada", disse.


Desfile no papamóvel

O papa Francisco percorreu as ruas do centro da capital fluminense. Ele recebeu o aceno de milhares de pessoas que se concentraram nas calçadas. O desfile do papa começou na Catedral Metropolitana, onde ele embarcou no papamóvel, depois de ter percorrido de carro fechado o trajeto da Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, até o centro do Rio.

Cerca de 400 homens da Polícia Militar e dois helicópteros fizeram a escolta do papa.

Beijaço gay



No primeiro dia da visita do papa Francisco ao Brasil, manifestantes promoveram um beijaço gay em frente à Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, na zona sul. O grupo tomou conta das escadarias da igreja, que momentos antes estavam ocupadas por peregrinos da Jornada Mundial da Juventude. Com cartazes como do "Papa eu abro mão, quero mais dinheiro para saúde e educação", os manifestantes protestam contra gastos públicos com a vinda do papa ao país.


O protesto reuniu diversos grupos, como de estudantes, integrantes do movimento LGBT (lésbica, gay, bissexual, travesti e transexual) e pessoas com bandeiras de partidos políticos.


Policiais do batalhão de choque e da Força Nacional de Segurança acompanharam os protestos a distância.

Redação com Agência Brasil
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