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'Ele era um pai', diz aluno no enterro do padre Elvis, em Fortaleza


Padre Elvis é sepultado em Fortaleza (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
O corpo do Padre Elvis Marcelino de Lima foi enterrado na manhã desta segunda-feira (15), no Cemitério Parque da Paz, no Bairro Passaré, em Fortaleza. Para Airton Souza, um dos adolescentes atendidos pelo Colégio Piamarta, do qual o padre era diretor, será difícil encontrar um substituto. "Ele era um pai que sempre estava perto da gente, presente na nossa vida'', disse.
O sacerdote foi assassinado na noite de sábado (13), no cruzamento das Ruas José Avelino e Senador Almino, na Praia de Iracema, ao reagir a um assalto. De acordo com a polícia, ele foi abordado por dois homens quando entrava no carro.  Elvis Marcelino foi atingido por um tiro nas costas.
Antes do enterro, o corpo seguiu para a Igreja de Nazaré, no Bairro Montese, onde o padre começou a vida religiosa. Uma missa lotada, que levou muita gente às lágrimas. Durante a noite, em uma vigília, na Capela do Colégio Piamarta, amigos, parentes, alunos e fiéis foram prestar a última homenagem ao sacerdote. Gente que convivia diariamente com o padre Elvis e que não queria sair de perto dele.
"É inexplicável, não se justifica, não se entende. Ainda mais que o trabalho que a gente faz aqui [no Piamarta] é justamente o de prevenção dessa violência. Não tenho palavras. A gente está com a cabeça desnorteada, com uma tristeza e um sentimento de impotência. Não existem palavras certas para explicar o sentimento, desabata o conselheiro do Piamarta, Ângelo Faustino.
Padre Elvis foi assassinado aos 46 anos (Foto: Reprodução/Facebook)
Escola passa por dificuldades
O padre Elvis Marcelino era diretor do colégio Piamarta desde 2008. Com 1.700 alunos, a instituição - sem fins lucrativos - vem passando por dificuldades financeiras. De acordo com Galeara Matos, do conselho fiscal da instituição, o padre era muito atuante no trabalho de arrecadar fundos para manter a escola que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Agora, um novo diretor terá de assumir a tarefa de manter a escola.
"Ele era a figura que fazia a aliança, o contato e que abrandava os corações. A gente vai ter um pouco de dificuldade para encontrar de novo uma pessoa para ficar nesse lugar, nesse movimento de aliança com os órgãos que a gente precisa para manter a obra", diz Galeara Matos, do conselho diretivo do Piamarta.
Acho que não vai ter ninguém como ele". A assistente social Emília Vasconcelos também fala da falta que o padre Elvis Marcelino vai fazer. "Ele tinha um amor muito grande pelos jovens. Eu acredito que se ele tivesse sobrevivido, teria perdoado e talvez os buscasse [os assaltantes] para um novo caminho. Ele era um símbolo de mansidão, humildade e paz".
Fonte: G1 CEARÁ


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