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Candeeiro, o último cangaceiro de Lampião, morre aos 97 anos


Manuel Dantas Loyola, mais conhecido como Candeeiro, o último cangaceiro de Lampião. Ele estava internado desde a semana passada no Hospital Memorial da cidade de Arcoverde, em Pernambuco, devido a um derrame.


Candeeiro estava com Lampião no dia 27 de julho de 1938, quando o bando do rei do cangaço foi dizimado no sertão de Sergipe. Três dias antes ele teria dito a Virgulino Ferreira: “Capitão, isso aqui não é lugar seguro para a gente ficar”. Quem relatou o ocorrido foi o próprio Manuel em entrevista ao Diário do Nordeste, em 2011, para o especial Retrato Sertanejo / Identidade.

Seu Né, como ficou conhecido após deixar o cangaço, escapou da morte mas teve o braço direito dilacerado e precisou de duas cirurgias para reconstituí-lo. “Quando levei o tiro, talvez pelo susto, não senti muita dor. Mas, quando olhei os ossos em banda, bateu a maior tristeza desse mundo”, relatou na entrevista de 2011.

Quando jovem, Manuel trabalhava em Alagoas para um fazendeiro que dava asilo a bandidos. Quando a polícia descobriu, ele fugiu para o Ceará para não ser preso, em 1937. Foi quando conheceu o cangaceiro Jararaca e, em seguida, Lampião.

Natural de Buíque, município a 258 quilômetros do Recife, Manuel Dantas era um comerciante aposentado, casado com com dona Lindinalva e pai de quatro filhos.
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