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SEGURANÇA PÚBLICA | Coronel Carvalho de volta ao comando do 3º BPM em Sobral.



Afastado de suas funções operacionais desde dezembro de 2014, o Coronel Vandesvaldo Carvalho Moura volta a comandar o 3º Batalhão da Polícia Militar em Sobral, a partir da próxima segunda-feira 02 de março. O Tenente Coronel Lyndon Johnson que estava no cargo interinamente, agora é o sub comandante do 7º BPM, da cidade de Crateús, segundo Diário Oficial divulgado dia 24. Carvalho terá o Tenente Coronel Marcelo Praciano Castro como seu subcomandante em Sobral. A notícia da nomeação foi muito bem recebida pela corporação. Para um Soldado do Ronda do Quarteirão que preferiu não se identificar, a tropa estava muito satisfeita com o empenho do Coronel Lyndon Johnson, mas segundo ele, a volta do Coronel Carvalho agradou a todos. "Ele é parceiro, estrategista, ele estimula a tropa", comentou o soldado.
A polícia Militar de Sobral vinha sofrendo forte influência política nos últimos anos. As várias trocas de comando prejudicaram as operações e a corporação, comprometendo a segurança pública desse município. O governador Camilo Santana em reunião através de vídeo conferência na manhã da última terça-feira 24, com o secretário de segurança pública, Delci Teixeira e toda a cúpula da Polícia Militar e Civil do estado, prometeu que não haverá interferência política na pasta da segurança pública durante sua gestão.
Os oficiais de comando vinham trabalhando desestimulados em todo o Ceará, eram comparados com o "homem de ferro" das telas de cinema.
A falta de gratificação de comando, a interferência política, falta de instabilidade de endereço, o acúmulo de funções à frente dos batalhões e o salário incompatível, vinha sendo um dos principais problemas da segurança pública no Ceará.
SOBRAL PERDEU 10 OFICIAIS NOS ÚLTIMOS 14 ANOS
Com número de oficiais reduzidos, os batalhões sofrem e perdem força frente ao crime que está se organizando no interior do estado. Em Sobral, apenas um único oficial estava assumindo o papel que deveria ser dividido para cinco, segundo levantamento feito. Em 2001, 10 oficiais dividiam as tarefas referentes a logística, operações, relações públicas, comando da tropa e o serviço de inteligência. Alguns oficiais estavam desistindo de assumir o policiamento nas cidades do interior, devido a falta de instabilidade que a nomeação gerava para a família, além de não existir gratificação para as despesas adicionais do militar, que em alguns casos passava a morar dentro do quartel. Ao todo, o estado conta com 17 batalhões, sendo que a metade está distribuída nas cidades polos do interior cearense, como Sobral, Crateús, Russas, Iguatu e outros.
Em alguns casos, os "homens de ferro" ficam semanas sem ver a família, pois ficam aquartelados, hospedados no próprio alojamento da corporação, sem dias certos de folga e comandando a tropa madrugadas a dentro.
Para o Coronel Carvalho que agora volta auxiliado com um subcomandante, a segurança pública deve ser fortalecida com o apoio da sociedade. Como já vinha fazendo, Carvalho deve voltar a dialogar com setores da sociedade e montar uma operação de acordo com a necessidade apresentada.
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