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Pelé ganha Bola de Ouro 'para consertar injustiça' e chora no palco


Pelé estragou a surpresa no domingo, mas não segurou a emoção nesta segunda-feira. Como foi revelado pelo próprio Rei, o ex-camisa 10 da Seleção recebeu uma Bola de Ouro especial da Fifa durante a Festa de Gala. Segundo o diretor da revista France Football (responsável pela criação do prêmio em 1956), François Morinière, a entrega do troféu é para "consertar uma injustiça". O Rei foi aplaudido de pé e chorou ao receber a Bola de Ouro no palco em Zurique.
- Eu prometi à minha família que não choraria, mas sou emotivo. Queria agradecer a Deus por ter me dado saúde para jogar por tantos anos. Eu não jogava sozinho, tudo que eu ganhei foi com meus amigos, as pessoas se lembram dos jogadores, mas não podemos esquecer as pessoas que preparam as chuteiras, fisioterapeutas, massagistas. Quero compartilhar com eles este troféu.
A Bola de Ouro foi criada pela France Football para eleger o melhor jogador da Europa. Assim, Pelé nunca pôde concorrer ao troféu, pois atuou toda sua carreira profissional no Santos (com uma pequena passagem pelo NY Cosmos, dos Estados Unidos, após ter pendurado as chuteiras no Brasil). Apenas em 1991, a Fifa passou a eleger o melhor jogador do mundo. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, exaltou a carreira de Pelé:
- No momento que o mundo se prepara para a Copa de 2014, chegou o momento de reconhecer este jogador. Nenhum outro jogador teve tanta influência sobre jogo, inspirou tantos outros a jogar. Seu legado nos inspira. Sua criatividade era sem limites, seu talento nato era sem limites, com mais de 1.000 gols na carreira - disse Blatter.
Antes de receber o prêmio, Pelé foi ao palco com Cafu (campeão de 2002) e Amarildo (1962) para falar sobre o futebol brasileiro e elegeu a Copa de 1958 como principal da sua carreira:
- Difícil dizer qual foi a mais importante. Minha primeira Copa, eu tinha 17 anos. Todos ficaram surpresos. Foi difícil porque eu era muito jovem. Foi um sonho. Fui selecionado para a equipe. A Copa de 1970, a última, o Brasil estava em boa forma e eu pensava, meu Deus, eu não posso me aposentar com uma derrota. Por isso, acho que a de 1970 foi a mais importante.

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