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Multiverso: fotógrafo faz cliques inusitados com câmera no ar

Já pensou em jogar sua câmera fotográfica programada no automático para o alto e fazer um foto? O fotógrafo Igor Barbosa, de 24 anos, apostou na técnica inovadora e vem fazendo cliques diferentes em diversos pontos de Fortaleza.

A ideia é com base na teoria do Multiverso – mesmo nome do projeto de Igor - que pensa no nosso universo como sendo parte de uma infinita rede de universos. Estudioso da teoria, o cearense viu aí a oportunidade de fazer fotografias inusitadas e que iam despertar o interesse dos espectadores.


“Eu sempre gostei de estudar o universo e também sabia que existiam formas variadas de fotografar. Essa técnica de jogar a câmera para cima já existia, por exemplo, mas as fotos saiam como se estivessem com efeito tipo uns riscos. Isso acontece devido a baixa velocidade do obturador da máquina – um dispositivo mecânico que abre e fecha, controlando o tempo de exposição do filme à luz – e para que eu tivesse o efeito da foto congelada, aumentei a velocidade do obturador“, explica.
Igor também conta que começou a explorar a técnica em 2011, quando estava se sentindoincomodado com o trabalho que vinha fazendo como fotógrafo de moda. “Foi nessa época que eu comecei a achar que as minhas fotos estavam todas iguais e eu queria fazer algo diferente. A teoria do Multiverso me fez perceber isso”, revela.
Apenas dois segundos
A técnica de jogar a câmera para cima é conhecida como “Camera Toss”. “A câmera que eu uso tem o time de dois segundos, diferente de algumas que vem com o time de um segundo, daí eu já ganho tempo porque a máquina não demora muito pra cair depois do arremesso. Outra coisa,para a câmera subir com a lente virada pra mim, eu a jogo girando“.
No início, ele arriscava a vida útil do seu equipamento em locais com areia e gramado.  Com a prática do tempo, as fotos ganharam ambientes mais “perigosos”, como água e calçadas. “Desde quando eu comecei a fazer fotos assim, a câmera caiu somente uma vez e a ainda bem que foi no gramado e mesmo assim, eu dei um jeito de amortecer a queda a fazendo bater primeiro na minha não”, lembra.
É, para quem pensava que era PhotoShop ou “coisas do além”, está desvendado o mistério. “A única manipulação que faço é transformar a foto colorida em preto e branco“, revela.

Por dentro do Multiverso
O projeto inicial do fotógrafo era fazer esses registros diretamente “do alto do universo”  durante viagens pelo mundo afora, mas as condições financeiras não permitiram e foi aí que ele recorreu às paisagens da capital cearense e do interior do estado.
A falta do dinheiro não foi empecilho para a criatividade de Igor, que aponta qual o único problema em fazer as fotos no estilo “Camera Toss”.  “As fotos só podem ser feitas em lugares espaçosos e bem iluminados. Uma das coisas que me ajudou muito nesse processo foi uma lente que comprei, ela evita que eu tenha que jogar a câmera tão alto”.
Para o futuro, ele planeja muitas viagens e dar mais atenção ao projeto que despertou o interesse de amigos e anônimos. “Gostaria muito de ter ajuda para expor meu trabalho. Pretendo viajar mais em 2014 e meu sonho é fazer um livro com as minhas fotografias para que eles sirvam como base para a formação de futuros fotógrafos”, idealiza.


Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

É possível ver a sombra da câmera de Igor no clique (Foto: Arquivo Pessoal)

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica



Igor Barbosa desafia as leis da gravidade com a técnica

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