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Política RETA FINAL Cid acelera para cumprir promessas de campanha

Concluindo as obras em curso, o governador deixa um outro marco na gestão do Estado, que é investir com qualidade
Quarta-feira, 1º de janeiro de 2014, o governador Cid Ferreira Gomes (PROS) inicia o último dos seus oito anos ininterruptos como chefe do Executivo do Estado do Ceará. Diferentemente da euforia e preocupações de 2007, o início da atual gestão, quando da preparação da máquina para a implantação da nova ordem, a partir de agora, até 31 de dezembro, as suas inquietações serão outras, tanto no campo da administração quanto no político, este, em razão da disputa da sua própria sucessão.

No último ano de mandato, o governador Cid Gomes terá de se preocupar com os assuntos administrativos e correr para fazer seu sucessor no Governo Foto: JL ROSA
O projeto anunciado para os dois mandatos, no caminho do fim, ainda não foi no todo executado. Vai ser preciso correr muito para concluí-lo. Porém, o já realizado nos permite vislumbrar uma outra realidade, não a ideal, sonhada por qualquer cidadão cônscio dos seus direitos e dos deveres do Estado. Mas, se o modelo de gestão moralizadora da coisa pública introduzido pelo ex-governador Tasso Jereissati no Ceará pode ser considerada uma conquista irreversível, o estilo empreendedor de Cid Gomes sê-lo-á a partir de agora, reclamando bem mais dos próximos sucessores.

Os futuros governantes cearenses não mais poderão alegar a reconhecida pobreza do Estado para deixarem de ser ousados em ações e obras na busca do desenvolvimento, da eliminação das diferenças internas e externas, na oferta, com qualidade, dos serviços essenciais, e na redobrada atenção aos demais outros setores da pública administração. Com parcimônia, capacidade de gestão e disposição para o trabalho, a arrecadação do fisco pode garantir contrapartidas para convênios com organismos federais e internacionais necessários à efetivação de obras indispensáveis à estrutura de crescimento e da consequente produção de riquezas.

Reclama

E não se fale em endividamento do Estado para tentar justificar a inércia, a indisposição para avançar na construção de novos equipamentos, e a incapacidade de ampliar a melhoria dos serviços úteis à qualidade de vida dos mais necessitados. O Ceará ainda pode contrair vários empréstimos e, crescendo, como se admite venha a continuar acontecendo, bem mais garantias terá a ofertar aos seus parceiros de convênios.

São corretíssimas as cobranças da sociedade aos governos, em todas as suas esferas, municipais, estaduais e federal, por mais serviços a partir da oferta, mesmo tardiamente, daqueles considerados primários até mesmo para as sociedades menos desenvolvidas. Se a comunidade ganha um posto de saúde hoje, amanhã ela reclama a construção de um hospital. Assim se dá em todas as outras áreas, principalmente aquelas mais sensíveis em que se inclui a segurança.

Cid Gomes, na sua gestão, construiu dois grandes hospitais terciários no Interior do Estado (Juazeiro do Norte e Sobral), e está edificando um terceiro, no Município de Quixeramobim. Ele foi pioneiro no avanço da qualificação desse serviço fora do centro do Poder estadual. Antes, o Estado não tinha um sequer hospital próprio fora da Capital. Uma desatenção para com os dois terços da população interiorana.

O próximo governante não vai ter elementos para justificar a não construção de outros hospitais nas diversas regiões do Ceará, mesmo que todos saibamos das dificuldades de gerenciamento dos serviços, e quão elevados são os custos de manutenção de tais equipamentos. Os postos de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), importantes na atenção primária, não mais vão contentar aos cearenses necessitados dos serviços públicos de saúde. Eles querem mais e o Estado será pressionado, com justa razão, a atender a demanda.

Graduação

As escolas profissionalizantes construídas neste Governo (já existem 100 e ele promete inaugurar mais 40 até o fim do ano), será outro pioneirismo a exigir avanços. Ainda não há como mensurar os resultados dessas escolas no campo da formação dos jovens, da abertura de portas para o exercício profissional dos que por elas venham a se formar. O projeto está no nascedouro, mas os exemplos, inclusive de fora do País, nos dão uma expectativa de futuro muito favorável, tornando imperiosa a construção de várias outras delas para permitir a todos quantos sejam os demais jovens interessados na formação profissional, independentemente de uma graduação superior futura.

EDISON SILVAEDITOR DE POLÍTICA 



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