Arquivo do blog

Menu do Site

Beyoncé fecha primeiro dia de Rock in Rio com hits e funk ‘Passinho do Volante’

Com todo o profissionalismo e a qualidade técnica que costumam acompanhar as turnês das principais estrelas do showbiz, a diva americana Beyoncé, 32, fechou o primeiro dia de Rock in Rio, já na madrugada de hoje, com um grande espetáculo para os olhos, um punhado de bons hits e uma surpresa final –um trecho do funk “Passinho do Volante” (aquele do “ah lelek lek lek”).



Foto: Raul Aragão / I Hate Flash
Era 0h20 quando mrs. Carter (o sobrenome de seu marido, o rapper Jay-Z, que ela usa para nomear sua atual turnê) entrou no palco com muitas luzes, fogo, bateção de cabelo e pose de quem manda no mundo, ao som do batidão de “Run the World (Girls)”.
O show foi uma versão mais curta do que a americana mostrou em Fortaleza e Belo Horizonte, as duas primeiras paradas de sua atual turnê pelo Brasil –São Paulo e Porto Alegre devem ver novamente o show completo. É um grande espetáculo visual, mais até do que sonoro –não por acaso, em diversos momentos o público mais assiste do que participa cantando e dançando. O contraste com a algazarra constante do show de Ivete Sangalo é gritante.
Há muitos jogos de luzes, telões que mudam o cenário, fogo e fumaça, além das poses estudadas, coreografias milimetricamente ensaiadas e vídeos que servem de interlúdio para as trocas de roupa (seis, num show de 90 minutos). “I love you, Rio”, disse a cantora, na primeira das muitas declarações de amor que faria aos fãs.
A primeira das trocas de roupa acontece já antes da terceira música, a balada “If I Were a Boy”, que vem em versão mais pesada, incluindo uma citação de “Bittersweet Symphony” (do Verve). É uma das canções feitas para Beyoncé mostrar seu incrível alcance vocal –”Why Don’t You Love Me” e “1+1″, que aparecem ao longo do show, são outras dessas.
“Rio, bem-vindos à ‘Mrs. Carter Tour‘. Tenho de dizer que estou muito honrada de estar aqui em frente a tantos rostos tão bonitos. É como um sonho diante de mim”, disse a americana, em inglês. Em seguida, mostrou uma das músicas em que dança mais do que canta, “Baby Boy”, sucesso com a plateia.
Como de praxe, é durante os hits que o show decola de fato, e a estrela guardou a maior parte deles para o final: “Irreplaceable”, com uma levada de violão que a deixa mais suingada, e “Love on Top” tiram a plateia da inércia, antes que a dobradinha com “Crazy in Love” e “Single Ladies” (esta com um trecho de “Movin’ on Up”) ponha fogo no gramado. “Halo”, que vem precedida por uma breve versão de “I Will Always Love You”, é outro momento que mostra que Beyoncé tem o mesmo talento vocal de Whitney Houston.
A cantora aproveita para descer do palco e se aproximar dos fãs na primeira fila. Na volta, diz que tem “uma surpresa” para os cariocas e coloca no som o “Passinho do Volante”, com o qual dá uma dançadinha, para delírio do público. Foi um encerramento particularmente animado para um show que, na média, conquistou mais os olhos do que as cinturas dos fãs.
Rei dos hits dos outros, David Guetta brinca de animador de auditório com público
É difícil entender qual o segredo daquele cabeludo engraçado, desengonçado e musculoso para, com apenas algumas apertadas e giradas de botão, conseguir que uma multidão grite, dance e balance as mãos pro alto. Talvez tenha a ver com a mistura de batidas eletrônicas fortes, overdose de luzes coloridas, chuva de papel picado e palavras de ordem devidamente acompanhadas de palminhas.
Foto: Mattina / I Hate Flash
Foto: Mattina / I Hate Flash
“Raise your fuckin’ hands”, grita o francês David Guetta, 45, um dos DJs mais famosos do mundo, diante de um neon que reluz seu próprio nome. E o público responde jogando as mãozinhas pro ar. Penúltima atração do palco Mundo, antes de Beyoncé, Guetta animou milhares de adolescentes e mostrou que é o rei dos hits…dos outros. Tocou suas versões para “Locked Out of Heaven”, de Bruno Mars, “Song 2″, do Blur, e “Holy Grail”, de Jay Z com Justin Timberlake. E muitos outros.
O público, que usa óculos escuros às 22h30, responde com maior intensidade e animação quanto mais pop e cantável for o hit. Se o hit é fraco, se diverte com autofotos. Com quase 30 anos de carreira, Guetta reuniu, além dos hits, muitos recursos para levantar o público quando ele começa a ficar caidinho: grita no microfone, mostra cartazes para a câmera com dizeres como “I love Rio” e “Noise”, chama as mulheres brasileiras de “mais sexies do mundo”, faz coraçãozinho de mão… Usou todos eles no Rock in Rio. Como num programa de auditório, diante do apelo do animador, o público gritou: “Uh! Uh! Uh!”
A única coisa que o DJ não fez para agradar o público foi tocar “I Gotta Feeling”, hit mundial que ele produziu com a banda Black Eyed Peas. Talvez fosse demais, até para ele.
Ivete faz piada com Beyoncé e diz que ‘aqui é de igual para igual’
Se o status de grande estrela do pop mundial garantiu à Beyoncé a posição de maior destaque no primeiro dia de Rock in Rio, a baiana Ivete Sangalo fez questão de mostrar que a americana precisaria rebolar muito para batê-la em seu terreiro.
Victor Nomoto / I Hate Flash
Victor Nomoto / I Hate Flash
Com seu infalível Carnaval portátil, Ivetona colocou a garotada que lotou o palco Mundo para pular e cantar animadamente, e mandou um recado bem-humorado à sua colega que fecharia a noite: “Tá pensando o quê? Aqui é de igual para igual, Bi.” O show da baiana começou às 20h35 da última sexta-feira (13), com cinco minutos de atraso e enquanto o Living Colour ainda tocava no palco Sunset (e era transmitido no telão do palco Mundo, que demorou para fazer a troca).
Com um vestido azul curto e uma capa logo abandonada, a baiana entrou cantando “País Tropical”. Mantido o pique com “Real Fantasia” e “Arerê”, Ivete se viu emocionada frente à multidão que a acompanhava. Segurando as lágrimas, disse: “Não dá para entender por que eu sinto essas coisas dentro de mim, gente. Que emoção louca estar aqui no palco sendo aplaudida como uma cantora do meu pais, no meu país.”
Antes de cantar “Dançando”, ensinou a coreografia para a massa e aproveitou para fazer piada com Beyoncé, a “Bi”, imitando trejeitos da americana e perguntando onde estava o ventilador cenográfico para fazer seus cabelos voarem. “Me disseram que ia ter um ventilador aqui para mim, cadê? Quebrou, foi?”, disse Ivete, fazendo o público rir.
Marketing
Boa de marketing, a baiana aproveitou a audiência (inclusive a televisiva, à qual se referiu algumas vezes) para anunciar que gravará em dezembro, no estádio da Fonte Nova, em Salvador, um DVD para celebrar seus 20 anos de carreira.
O show foi encerrado com “Festa” e o axé eletrônico de “Acelera Aê”, e com um recado para os dois artistas que a sucederiam no palco mundo: “Alô David Guetta, bem-vindo ao país de novo, my friend. Alô Beyoncé, we love you!”.

FONTE: DN
Share

Poste um comentário: